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Data: 23/03/2016
Edição: 294

A Câmara Municipal de Contagem realizou na última quinta-feira, por iniciativa de sua Comissão Externa de Saúde, uma audiência pública para debater o atendimento aos casos de dengue nas unidades de saúde e o combate ao mosquito aedes aegypti no Município. O encontro reuniu representantes da Secretaria Municipal de Saúde, do Conselho Municipal de Saúde, sindicatos, vereadores e população. De acordo com o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Rodinei Ferreira (PT), a reunião foi motivada pela grande quantidade de casos no município e pelas reclamações em relação ao atendimento dispensado nas unidades de saúde. “A dengue tem prejudicado muito nosso Município e temos recebido muitas reclamações da população. Cabe a nós do Legislativo fazer a interlocução do poder público com a população e os sindicatos, para nos unirmos no combate a esse mosquito”, destacou. O encontro foi iniciado com uma apresentação teatral de um grupo ligado ao Centro de Controle de Zoonoses de Contagem, para conscientização da população sobre a responsabilidade de todos no combate ao mosquito Aedes aegypti. Em seguida, a pauta foi invertida, e o público teve a palavra para fazer suas reivindicações e questionamentos. Em tom de revolta, a maioria reclamou do atendimento nas unidades de saúde – alta demanda, grande tempo de espera, insuficiência de profissionais e falta de insumos para atender aos pacientes. Foi citado principalmente o caso do jovem Wesley Gomes Martins, que morreu após passar pela triagem da UPA JK, no Eldorado, e cuja família estava presente na audiência pública. Além disso, o público cobrou maior atenção do poder público para com as medidas de prevenção e combate ao mosquito. E os sindicatos ressaltaram a falta de melhores condições de trabalho e de segurança para os profissionais de saúde, além da necessidade da contratação de mais agentes de saúde e outros profissionais. Explicações e mais cobranças Em resposta, o representante da Secretaria de Saúde, Rubens Macedo, destacou a importância da participação de todos no combate ao mosquito da dengue e o empenho da Prefeitura de Contagem – com a brigada da limpeza, visita e notificação das casas denunciadas, o início da aplicação de fumacê e o uso de outro veneno mais eficaz pelos agentes de saúde, além de monitoramento de áreas verdes. Sobre o caso do óbito citado, o gestor explicou que a Prefeitura está investigando as causas e as responsabilidades. Rubens falou também que Contagem ainda está se adequando ao tamanho da epidemia e à demanda por atendimento em suas unidades de saúde. “Estamos diante de um fato novo, pois esta crise da dengue pegou o país de surpresa. A UPA JK, por exemplo, que tinha previsão de atendimento de 400 pessoas, tem atendido, nos últimos dias, uma média de 815 pessoas – mais que o dobro de sua capacidade”, declarou, acrescentando que, enquanto outras cidades têm fechado unidades de saúde, Contagem está abrindo seu quarto centro de hidratação, para vítimas da dengue, zika e chikungunya. Os representantes do Conselho de Saúde, Marcelo Grillo e Zoé Maria, reafirmaram sua representatividade em relação aos usuários. Eles cobraram maior detalhamento das contas da Prefeitura em relação aos investimentos em saúde, além de mais recursos para garantir condições dignas de trabalho para os profissionais e de atendimento para os pacientes. Também criticaram a falta de planejamento e de ações prévias da Prefeitura para a prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Ao final, o vereador Rodinei propôs a formação de uma comissão dos participantes da audiência pública para continuar a discussão, buscando a melhoria do combate ao mosquito e do tratamento dos pacientes. Além disso, se comprometeu a solicitar a ampliação do atendimento nas tendas de hidratação, para 24h.